segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Google Chrome x Firefox: Cinco razões para escolher a "Raposa"

Pelos idos de 2010, o Google Chrome começou a ganhar popularidade no Brasil e a evoluir mais rápido que os concorrentes, consequentemente, ganhando uma série de aplicativos e extensões. Mas fato é que o software cresceu de tal maneira que funciona atualmente como se fosse um sistema operacional que roda sobre seu Windows, OS X ou distribuição de Linux. Tanto é que existem os Chromebooks, que funcionam, basicamente, com uma versão estendida do navegador de internet chamado Chrome OS.

Usar o browser do Google torna-se a cada dia mais inviável para quem tem um computador com configurações básicas (ou tem um produto intermediário de dois anos atrás) e tem o hábito de abrir muitas abas de uma vez. Alternativas como o Opera e o Baidu Browser — que, surpreendentemente, tem recursos úteis e não força instalação de programas na máquina — funcionam com o motor (engine) do Chrome. O ecossistema de extensões do Firefox pode ser menor do que o que encontramos no navegador do Google, porém, há algumas vantagens para quem opta pela solução de código aberto da Mozilla que estão listadas a seguir.

Ele é mais leve - Enquanto o Chrome cria diversos processos conforme o uso, o Firefox se mantém com um principal. Uma grande parcela da memória RAM é consumida pelo navegador do Google. Por exemplo, um internauta identificado como “extaca” compartilhou sua história com o browser em um fórum, contando que, com 15 abas abertas, o consumo de RAM de seu PC de 4 GB chegou a 95%. No Firefox isso também acontece em casos de crash, mas a frequência é menor.

Ele avisa quando vai travar
- Um fato interessante sobre usar o Firefox no Windows e no Mac: ele dá sinais de que vai travar. No Chrome, tudo congela quando um plugin, por exemplo, passa por maus bocados. O Firefox, por outro lado, mostra que vai dar problema deixando todas as abas pretas por alguns segundos antes de fechar de vez. Esse ínterim é o suficiente para reiniciar o software por conta própria, após esperar alguns segundos até atingir um certo nível de estabilidade, ou, quem sabe, salvar alguma página importante, evitando a necessidade de caçá-la no histórico no caso de as abas não serem reabertas corretamente.

Há boas extensões - Por mais que o Google leve vantagem quando o assunto é ecossistema de aplicativos, o Firefox também possui um bom portfólio. Talvez pelo marketing de ser uma solução open-source, o navegador da Mozilla oferece extensões melhores do que as do Chrome e a exibição delas também pode favorecer a produtividade. Um exemplo é o app do Pocket, um serviço que guarda links de páginas que você quer ler mais tarde. A lista aparece em uma pequena janela no canto superior direito do navegador. Esse mesmo serviço no Chrome precisa abrir uma nova janela para exibir o que foi previamente salvo pelo internauta. Outra opção é abrir mais uma aba, o que elevará o consumo da memória RAM do seu PC. Quando o assunto é extensão de navegador, o Opera e o Safari ainda ficam devendo.

Chat direto do navegador - O Firefox possui um recurso que permite realizar chamadas em vídeo diretamente do browser, sem precisar de uma conta ou de fazer o download de um software. A comunicação ocorre somente entre quem usa o navegador, mas isso é algo interessante e útil para a produtividade que o Chrome ainda não possui.

Ele é open-source - A Mozilla Foundation mantém o Firefox como um browser de código aberto e isso dá uma vantagem interessante na correção de bugs: agilidade.Segundo a lei de Linus Torvalds “given enough eyeballs, all bugs are shallow”. Ou seja, “ao darmos olhos suficientes, todos os bugs são triviais”, em tradução livre. Com mais pessoas testando o código, mais seguros estarão os usuários. Você pode pensar “ei, mas o Chrome é baseado no Chromium, que é open-source” e você estará correto. No entanto, a comunidade Mozilla, normalmente, é ágil (lembrando que 40% do código do seu navegador foi criado por voluntários). Um exemplo da relativa demora da liberação de correções do Chrome foi um caso ocorrido no ano passado: um problema fazia o software drenar a bateria de notebooks. Reportado em julho, o bug foi corrigido em setembro.

Ainda assim, o Google Chrome é usado por muitos. Segundo dados da StatCounter divulgados em janeiro deste ano, 51% dos internautas navegam com o software do Google.

Para os fãs inveterados do Chrome, o próprio Google mantém uma página com dicas de como lidar com o seu software. Vamos a elas:

- Mantenha o mínimo possível de abas abertas simultaneamente — nada de colecioná-las;
- Evite usar vários apps ao mesmo tempo;
- Se a situação estiver anormal, tente restaurar as configurações do navegador;
- Fique de olho na seção de extensões para conferir se nenhum foi instalada sem querer.

O Google também recomenda fechar manualmente algum processo que o Chrome tenha criado que você não esteja usando, por mais que essa dica requeira um certo conhecimento prévio. No Windows, o atalho de teclado é CTRL + SHIFT + ESC. Com o gerenciador de tarefas aberto, basta matar o processo desejado. No Mac OS X, a combinação é COMMAND + ALT OPTION + ESC. No Ubuntu… bem, se você usa Ubuntu, você deve saber o que fazer.


Fonte: Info

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"Doutor Estranho" pode aparecer em "Os Vingadores 2 - A Era de Ultron"

O personagem interpretado por Benedict Cumberbatch também participar de Capitão América 3 em 2016

Quem acompanha os filmes da Marvel já sabe que os produtores e roteiristas gostam de unir os personagens em um mesmo universo. As histórias sempre dialogam entre si, de modo que muitos fãs já começaram a se perguntar como novos integrantes da franquia Marvel, como o Doutor Estranho, vão se encaixar nas próximas produções, antes de ganharem seus próprios filmes.
Nos quadrinhos, o Doutor Estranho já se encontrou com o Quarteto Fantástico, com Loki e participou várias vezes das histórias do Homem-Aranha. Mas o personagem interpretado por Benedict Cumberbatch pode aparecer nos cinemas em Os Vingadores 2: A Era de Ultron em 2015, de acordo com o site Inquisitr.
 
Segundo esta fonte, as cenas adicionais que serão filmadas em janeiro servem em parte para incluir o Doutor Estranho - provavelmente em uma cena pós-créditos. O site acredita inclusive que as misteriosas imagens dentro de um hospital, reveladas no trailer de Os Vingadores 2, estão relacionadas às práticas do neurocirurgião.
O super-herói também pode fazer uma aparição em Capitão América 3, já que a sua história cruza com o caminho dos Novos Vingadores, grupo que apoia o Capitão América, logo após os eventos de Guerra Civil.
 Fonte: adorocinema

Como a Inteligência Artificial poderia destruir a humanidade

Você já parou para pensar em como seria se o panorama de “O Exterminador do Futuro” realmente se concretizasse no futuro? Quando o primeiro filme da série foi lançado lá na década de 80, o estudo e desenvolvimento da inteligência artificial ainda estavam apenas engatinhando e, para a maioria das pessoas, essa questão de um dia convivermos com máquinas tão inteligentes — ou mais — do que os humanos não passava de ficção científica.

No entanto, de lá para cá as coisas mudaram — e avançaram — muito. Apesar de muitos cientistas estarem animados com o progresso nesse campo, algumas das mentes mais brilhantes que existem pelo mundo estão bastante preocupadas com o que o futuro nos reserva se o desenvolvimento da inteligência artificial sair de nosso controle.

Ashley Feinberg do portal Gizmodo reuniu as opiniões de alguns especialistas em tecnologia e inteligência artificial, e você pode conferir o que eles pensam — e preveem para o futuro da humanidade — a seguir:

1 – As máquinas tomarão os nossos empregos



Segundo Ashley, para Stuart Armstrong — filósofo e pesquisador do Instituto do Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford —, o primeiro efeito devastador do domínio das máquinas sobre a humanidade seria o desaparecimento quase completo dos empregos.

Isso por que Armstrong imagina o seguinte panorama: pegue uma máquina tão inteligente como um ser humano e faça cem cópias dela. Depois, treine esses robôs em cem profissões diferentes e, então, faça outras cem cópias. Se continuarmos repetindo esse processo, o resultado serão milhões de trabalhadores altamente especializados, e a coisa se se tornaria ainda mais complicada se treinássemos essas máquinas com capacidades super-humanas.


2 – As máquinas vão se encher de nós



Considerando que o cenário anterior se concretize, existe uma grande probabilidade de que os humanos acabem se tornando obsoletos. De acordo com Daniel Dewey, colega de Armstrong em Oxford, provavelmente seria apenas uma questão de tempo até que as máquinas começassem a ver a humanidade como um obstáculo para o seu progresso.

Para explicar seu prognóstico, Daniel faz uma comparação entre humanos e chimpanzés, por exemplo, considerando a pequena diferença que existe entre a inteligência dos dois. Segundo ele, por mínima que pareça, essa sutil diferença resulta no predomínio de uma espécie sobre a outra — e se traduz em 7 bilhões de habitantes que dominam todo o planeta.

Assim, imagine que no futuro colônias de máquinas — supertreinadas e inteligentes — decidam desenvolver projetos que envolvam dilacerar a Terra ou tecnologias que contaminem o ambiente. Tal como os humanos fazem atualmente com tantas espécies de seres vivos que existem no planeta, pode acontecer de os robôs não levarem em consideração os nossos interesses e bem-estar. Sem falar que eles podem decidir que simplesmente seria mais fácil se livrar de todos nós e pronto.


Nota: No filme "Vingadores 2: A Era de Ultron" que será exibido ao final de Abril, veremos um exemplo claro disso.Clique aqui e descubra mais.Não deixe de assistir.
Cartaz promocional de Vingadores 2: A Era de Ultron
3 – Os humanos se tornarão completamente dependentes das máquinas



Segundo Ashley, quem propõe este cenário é Bill Joy, da Sun Microsystems, e, para ele, a humanidade pode facilmente cair em uma situação na qual se apoiará cada vez mais nas máquinas para tomar suas decisões.

Com isso, conforme as questões que nos afetam comecem a se tornar cada vez mais complexas — e as máquinas cada vez mais inteligentes —, a humanidade poderia caminhar para um futuro de extrema dependência a ponto de que não haver mais alternativa além de aceitar o que as máquinas decidirem simplesmente porque as soluções apresentadas por elas trarão melhores resultados do que as propostas pelos humanos.

O problema é que, eventualmente, essas questões se tornariam tão complexas que os homens seriam incapazes de tomar decisões de forma inteligente sozinhos, e, quando chegarmos a esse ponto, as máquinas terão tomado todo o controle. A humanidade teria se tornado tão dependente da inteligência artificial que simplesmente seria impossível se desligar dela. 


4 – As máquinas não serão tão espertas assim



De acordo com Ashley, o perigo com respeito à inteligência artificial pode não estar necessariamente relacionado com o objetivo deliberado de destruir a humanidade. Nesse sentido, Mark Bishop, professor de computação cognitiva da Universidade de Londres, se preocupa com o potencial emprego militar de sistemas de armas robóticas capazes de decidir quando iniciar um ataque sem que haja intervenção humana.

A inquietação de Bishop se refere ao fato de que atualmente esses sistemas não são especialmente inteligentes, e uma má decisão poderia facilmente gerar problemas que escalariam para situações com consequências potencialmente aterrorizantes. Portanto, não é difícil imaginar que, mesmo que as máquinas não cheguem a se tornar tão ou mais inteligentes do que os humanos, elas ainda podem representar uma ameaça existencial bastante real para a humanidade. 


5 – As máquinas simplesmente vão devorar a humanidade



Você deve estar por dentro dos últimos avanços no campo da nanotecnologia — e do desenvolvimento de maquininhas milhares de vezes menores do que um fio de cabelo, não é mesmo? Mas você sabia que existem cientistas tentando criar robozinhos autônomos que funcionariam através da geração de energia a partir do consumo de detritos dos campos de batalha, incluindo cadáveres humanos?

Então, já pensou se esses nanorrobôs descobrem uma forma de se replicarem sozinhos e começarem a consumir coisas indispensáveis para a nossa sobrevivência — como máquinas, edifícios, florestas etc. Pior ainda, já pensou se essas minimáquinas desenvolvem um apetite especial e insaciável por carne humana?

E você, caro leitor, o que acha dos prognósticos apresentados pelos especialistas? Em sua opinião, qual dos panoramas acima é o mais provável? Você tem alguma teoria diferente das que apresentamos? Ou você acredita que a humanidade não tem nada a temer? Não deixe de compartilhar as suas ideias conosco nos comentários!


Fonte: Megacurioso

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O Fim do Windows Phone


Hoje, a partir das 15 horas (horário de Brasília), a Microsoft realizará aquele que pode ser o seu evento mais importante de 2015. O lançamento do Windows 10 e a possível integração de todos os sistemas operacionais da empresa vêm chamando atenção dos consumidores e também despertando a curiosidade das empresas concorrentes.

Entretanto, com o sistema operacional para desktops consolidado no mercado, as atenções se voltam para o futuro do Windows Phone 8.1. Por mais que a Microsoft tenha feito uma série de avanços ao longo dos últimos dois anos, o SO para celulares não alcançou globalmente a fatia de mercado esperada pela empresa.

Embora em alguns países, como o México e o Brasil, a situação seja um pouco diferente, é no mercado norte-americano que reside o maior problema da empresa em fazer o Windows Phone “decolar”. Por conta disso, a chegada do Windows 10 está sendo encarada pela empresa como o momento ideal para uma grande virada. 


Adeus, Windows Phone. Olá, Windows 10!

A primeira mudança a ser percebida deve ser nominal. O nome “Windows Phone” deve sair de cena e dar espaço para o “Windows 10”. Ainda não se sabe se alguma terminação será acrescentada ao nome, mas o fato é que a nomenclatura “Windows Phone” não deve mais figurar no vocabulário dos consumidores do SO da Microsoft.


De acordo com as informações conhecidas até agora, o caminho mais provável é a integração dos sistemas Windows Phone e Windows RT em um único sistema operacional. O maior indício que temos relacionado a esse tema é o fato de que mesmo não tendo um SDK do Windows 10 para os desenvolvedores, a empresa tem recomendado que aqueles que queiram desenvolver apps para Windows Phone comecem a estudar o SDK do Windows RT.

Vale lembrar que os celulares da linha Lumia utilizam processadores ARM, e o Windows RT nada mais é do que o Windows 8.1 numa versão para processadores ARM. Ou seja, junte as duas informações e você já tem uma ideia do que virá pela frente. Será esse o caminho para colocar os smartphones da Microsoft entre os líderes de vendas ao redor do mundo?


O Windows 10 pode ser uma aposta excelente

O Windows RT está longe de ser uma unanimidade entre os consumidores. É grande o número de usuários que torce o nariz quando encontra o nome do SO em meio às especificações de um aparelho. Entretanto, embora ele tenha nascido com um número pequeno de aplicativos – e essa falha foi uma das principais responsáveis por fazer com que o sistema fosse visto com desconfiança –, até a chegada do Windows 8.1, muita coisa mudou.

O primeiro ponto a ser observado é que essa união pode trazer benefícios tanto para aqueles que usam os smartphones da Microsoft quanto para aqueles que possuem tablets ou PCs com Windows RT. Juntas, as duas lojas ultrapassam a marca de meio milhão de aplicativos – um número considerável de apps para uma plataforma com tão pouco tempo de vida.



Ainda não está confirmada essa integração, mas, caso ela aconteça, podemos ter softwares de um sistema rodando no outro. Se levarmos em consideração que o Windows RT recebeu uma atenção maior por parte dos desenvolvedores, quem ganha e muito com essa mudança são os proprietários de qualquer smartphone que possa ser compatível com o Windows 10.


Mais apps resolvem o problema? Não é só isso

A quantidade de apps disponíveis para Windows Phone não é mais um problema faz muito tempo. Entretanto, é inevitável que em um comparativo com o Android e o iOS essa característica pese contra o SO da Microsoft, uma vez que o número de softwares disponíveis é maior nas duas plataformas concorrentes. Porém, esse seria um problema perfeitamente contornável se os apps atuais saíssem de forma simultânea para as três plataformas.

A “culpa”, em parte, é da Microsoft. Apple e Google, quando começaram com seus sistemas, subsidiaram muitas coisas para atrair a atenção dos desenvolvedores. Já a Microsoft, por outro lado, apostou em uma migração natural dos programadores para a plataforma, baseada na demanda que deveria surgir com o aumento nas vendas. Esse movimento, infelizmente, aconteceu em uma escala pequena.

Sempre vale lembrar: de nada adianta a Microsoft se tornar bem-sucedida em países como Brasil ou México se nos Estados Unidos as coisas não forem bem. É lá que está sediada a maior base de desenvolvedores dos grandes jogos e aplicativos. Se eles não têm interesse na plataforma, os apps não saem. Se os apps não saem, quem se prejudica são os usuários de todo o mundo.

Windows 10 na prática

Com o Windows RT, a situação é um pouco diferente. Por conta do reinado absoluto do Windows, os desenvolvedores migraram naturalmente para o Windows RT como forma de alcançar um público maior de usuários de Windows com seus apps. Talvez, usar esse movimento em favor do mobile seja a decisão mais correta que a Microsoft pode tomar desde que entrou nessa briga.

Mas não podemos nos esquecer de algo importante: é preciso que a empresa faça a sua parte. Curiosamente, tem se tornado rotina a Microsoft oferecer serviços melhores ou mais atualizados nos SOs dos seus concorrentes do que no próprio Windows Phone. Embora o que circula na plataforma da Microsoft seja perfeitamente aceitável, esse “desprestígio” vindo da própria empresa frequentemente enche de dúvidas a cabeça dos usuários, que se perguntam se vale a pena ou não remar contra a correnteza e apostar em um sistema em que nem mesmo a criadora parece ter coragem de colocar todas as suas fichas.

Basicamente, a integração entre Windows Phone e Windows RT é uma notícia excelente para os desenvolvedores. Na prática, para o usuário final, ela só será excelente se houver adesão por parte da comunidade de programadores e, principalmente, se a Microsoft apostar de verdade no SO, trazendo conteúdo exclusivo e dando atenção total à integração com os seus próprios serviços. Caso contrário, o Windows 10 será “apenas” mais uma atualização, e o sistema continuará sofrendo os mesmos problemas no mercado, não por falta de qualidade, mas principalmente por falta de empenho da própria Microsoft.


Fonte:Tecmundo

Astrônomos descobrem dois novos planetas no Sistema Solar

 
O Sistema Solar tem, pelo menos, mais dois planetas esperando para ser descobertos, além da órbita de Plutão, anunciaram astrônomos britânicos e espanhóis nesta segunda, 19 de Janeiro.
A lista oficial de planetas do nosso sistema solar inclui oito corpos solares, entre os quais o gigante gasoso Netuno é o mais afastado.
Além de Netuno, Plutão foi relegado ao status de "planeta anão" pela União Astronômica Internacional, em 2006, embora seja considerado por alguns o planeta mais distante do sol.
Em um estudo publicado na última edição do periódico mensal Monthly Notices, da Sociedade Astronômica Real, cientistas propõem que há "pelo menos" dois planetas além de Plutão.
Seus cálculos se baseiam no comportamento orbital incomum de rochas espaciais muito distantes, denominados objetos transnetunianos, ou ETNOs, na sigla em inglês.
Em teoria, os ETNOs deveriam estar dispersos em uma faixa de cerca de 150 Unidades Astronômicas (UA) do Sol.
Uma UA, medida de distância do Sistema Solar, corresponde ao espaço entre a Terra e o Sol: quase 150 milhões de quilômetros.
Os ETNOs também deveriam estar, mais ou menos, no mesmo plano orbital que os planetas do Sistema Solar.
Mas observações de cerca de uma dúzia de ETNOs sugeriram uma imagem bem diferente, segundo o estudo.
Se a pesquisa estiver correta, os cientistas deduzem que os ETNOs se dispersaram muito mais amplamente, entre 150 e 525 UA, com uma inclinação orbital de cerca de 20 graus.
Para explicar esta anormalidade, o estudo sugere que alguns objetos muito grandes, como planetas, devem estar nos arredores e sua força gravitacional está influenciando os ETNOs, muito menores, ao redor.
"Este excesso de objetos com inesperados parâmetros orbitais nos leva a crer que algumas forças invisíveis estão alterando a distribuição" de ETNOs, disse Carlos de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madri.
"O número exato é incerto, uma vez que os dados que temos são limitados, mas nossos cálculos sugerem que há pelo menos dois planetas e, provavelmente, mais, nos confins do nosso Sistema Solar", noticiou a agência de notícias científicas espanhola Sinc, citando o cientista.
"Se isto se confirmar, nossos resultados podem ser realmente revolucionários para a astronomia", concluiu.
Até agora, não há evidências diretas que sustentem esta teoria.
Fonte: Exame