quarta-feira, 23 de abril de 2014

A História das Marcas: AVON

Alma feminina. Percepção feminina. Produtos, na grande maioria, direcionados a um público feminino. Vendedoras mulheres. A marca AVON é a mais pura personificação da mulher em forma de vendas e produtos. Aliás, a história da AVON não existiria sem a venda direta, assim como a venda direta não existiria sem a AVON.

A história
O sistema de vendas diretas no qual a empresa está fundamentada começou por vias indiretas, quando o vendedor de livros David Hall McConnell, um jovem de apenas 28 anos, vendia seus produtos porta a porta em pleno coração de Manhattan, em Nova York. Para que as pessoas aceitassem ao menos ouvir suas apresentações, afinal ele não era muito bem recebido nas casas onde tocava a campainha, ele teve uma idéia brilhante que mudaria sua vida. Ele começou a oferecer um frasco de perfume como brinde para seus clientes que aceitassem ouvir sua apresentação. Acabou mudando de ramo. Isto porque o sucesso dos perfumes que oferecia como brinde foi muito maior do que os livros que vendia. Nasceu então, em 1886, a empresa California Perfume Company (conhecida como CPC), com foco voltado para vendas em domicílio. O negócio começou em um espaço alugado não muito maior do que uma despensa de cozinha. Ele próprio produzia os perfumes, era o caixa, o correspondente, o despachante e o office boy. Com foco voltado para vendas em domicílio, ele convidou Persis Foster Eames Albee, uma amiga e viúva de um senador, para ser a primeira revendedora de sua nova empresa e vender a coleção de perfumes Little Dot, disponível em apenas fragrâncias: Violet, White Rose, Heliotrope, Lily-of-the-Valley e Hyacinth.

Durante seis meses, Albee foi sua única funcionária e vagava de trem ou a cavalo para vender os produtos. A empresa começou também a mudar o papel das mulheres na sociedade. Vivendo em uma época em que a única ocupação aceitável para uma mulher era a de ser dona de casa, a senhora Albee, percebendo o grande potencial do negócio, apostou no modelo de negócio da venda porta a porta e convidou outras mulheres para montar o primeiro grupo de revendedoras da história da AVON. Nada mal para um público que na época não havia conquistado sequer o direito ao voto. Menos de uma década após sua fundação, em 1896, a empresa, que já contava com 25 mil revendoras nos Estados Unidos, apresentou seu primeiro catálogo para consulta, através do qual as consumidoras podiam escolher além dos tradicionais perfumes, uma gama de produtos para cuidados pessoais como sabonetes, pó-de-arroz, cremes para a pele, xampus, cremes de barbear, entre outros itens. Nesse mesmo período, foi contratado o maior perfumista da época, Adolph Goetting, para trabalhar no recém-inaugurado laboratório de pesquisas da empresa localizado em Suffern, Nova York.

O primeiro escritório internacional foi aberto na cidade de Montreal no Canadá em 1914. Pouco antes do fim desta década, a empresa já alcançava vendas de 20 milhões de unidades. A mudança de nome só aconteceu no mês de outubro de 1939, quando a atuação da empresa foi ampliada, ao ingressar em outros estados americanos além da Califórnia. Na década de 50, com o crescente sucesso dos perfumes AVON, a empresa resolveu expandir seus negócios e se espalhou rapidamente pelos cinco continentes. Na mesma trajetória de outras grandes empresas, a AVON deixava de ser apenas uma companhia multinacional para se transformar em uma organização global. Iniciou sua grande expansão internacional quando foi formada a divisão internacional. A sede, nos Estados Unidos, passou a funcionar como um centro de negócios e as filiais agrupadas, atuavam como divisões autônomas. Todas operavam com produtos testados pela matriz, seguindo as exigências de cada mercado local. Baseadas nesse conceito, as unidades realizavam pesquisas técnicas e mercadológicas. Também podiam trocar informações e comercializar entre si matérias-primas e produtos acabados.

Em 1954 a vendas atingiam a marca de US$ 55 milhões e a famosa campanha publicitária “Ding Dong, AVON Calling” foi introduzida com enorme sucesso. Ao final desta década a AVON já estava presente em países como Venezuela, Alemanha, Inglaterra e Brasil. Na década seguinte ingressou em novos mercados como a Holanda, Bélgica, Itália, Espanha e Japão. Em 1971 a AVON começou a diversificar sua linha de produtos com o lançamento de uma coleção de bijuterias. No ano seguinte as vendas ultrapassaram pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão. Nesta época a força de vendas da AVON era de 600.000 revendedoras. Em 1989, a AVON foi a primeira grande indústria de cosméticos que deixou oficialmente de usar animais para fins de pesquisa e testes. Pouco tempo depois, lançou a deo-colônia Lahana, produzida a partir do avançado sistema “living-flowers”. Antes, as essências aromáticas só podiam ser extraídas com a destruição da planta. Esse novo processo preservava a vida da flor, extraia sua essência aromática sem destruí-la e a reproduzia sinteticamente em escala industrial.

Em 1996, mostrando mais uma vez seu pioneirismo na indústria cosmética, foi a primeira a vender seus produtos on-line. Além disso, os anos 90 foram marcados pela enorme diversificação de produtos com o início das vendas de roupas, livros, relógios, acessórios, produtos para casa, produtos infantis, entre outros. No ano de 2000, assinou contrato com as tenistas Venus e Serena Williams, para serem as porta-vozes da campanha global denominada “Let’s Talk”. Além disso, em 2004, a AVON FOUNDATION lançou a campanha Speak Out Against Domestic Violence, contra a violência doméstica. A atriz Salma Hayek foi escolhida como porta-voz mundial da campanha. E, em 2007, a bela atriz Reese Witherspoon foi nomeada a embaixadora da marca. Em sua nova função, a atriz recebeu o título de presidente de honra da Fundação Avon, criada em 1955 e focada em temas como câncer de mama e violência doméstica.

Hoje em dia, a AVON desenvolve, produz e vende perfumes, maquiagens, cremes, loções, produtos para o cabelo, pele e cuidados diários, entre outros itens. Todos os produtos são testados nos mais avançados laboratórios internacionais e seguem rigorosamente as normas do FDA (Food and Drugs Administration) órgão oficial de controle dos Estados Unidos. Sediado em Suffern, região metropolitana de Nova York, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Avon ocupa uma área 225 mil m², onde trabalham mais de 300 cientistas e pesquisadores das mais variadas áreas: toxicologia, microbiologia, pesquisa clínica, biologia molecular, engenharia, perfumista, entre outras disciplinas. Todos esses profissionais trabalham em parceria com os maiores centros universitários do mundo, com cientistas e dermatologistas em suas especialidades e também com mais de 20 indústrias dos seis continentes. Investindo mais de US$ 100 milhões anualmente em pesquisa e desenvolvimento, a AVON desenvolve mais de 1.000 novos produtos todos os anos para atender o desejo de milhões de consumidoras em todas as partes do mundo.

Com o propósito de sempre atender às necessidades das mulheres, a AVON tem sido pioneira em soluções científicas, inspirando a própria indústria cosmética. Foi, por exemplo, a primeira grande companhia de produtos de beleza a estabilizar o ingrediente antiidade retinol, a mais pura forma da vitamina A, para ser utilizada em tratamentos de beleza. Sua inovação mais importante foi a introdução no mercado de massa do AHA - alfa-hidroxi-ácido -, que ocorreu em 1992 com o lançamento da linha Renew Perfecting Complex for Face, que, ao tornar-se um sucesso comercial, ajudou a criar a categoria de produtos antiidade no mundo.

Além de oferecer produtos de beleza e bem-estar para a satisfação de sua consumidora, a empresa tem um compromisso social com as mulheres de todo o mundo. A empresa desenvolve diversos programas sociais nos países em que atua com o objetivo de garantir a saúde, o bem-estar e a total inserção da mulher na sociedade. A AVON é reconhecidamente a empresa que mais investe na saúde da mulher, realizando ações no combate ao câncer de mama desde 1992. Mundialmente conhecida como Kiss Goodbye to Breast Cancer, e Brasil como “Um Beijo pela Vida” a campanha arrecada fundos para promover ações que visam diminuir a mortalidade feminina ocasionada pelo câncer de mama, promovendo o diagnóstico precoce.

A linha do tempo
1906
 Primeiro catálogo colorido, chamado CP Book, é introduzido no mercado.
1927
 Lançamento do GERTRUDE RECORDON FACIAL, primeiro produto para tratamento da pela da marca AVON.
1950 Lançamento do primeiro creme em sache chamado To A Wild Rose fragrance.
1961
 Lançamento do famoso óleo de banho da linha SKIN SO SOFT (SSS).
1965
 Lançamento da fragrância WISHING, com colônia, creme sachê, talco e sabonete. Foi a primeira linha de produtos da marca que utilizou publicidade em rádio e TV.
1986 Lançamento do BIOADVANCE, uma linha de produtos para o cuidado com a pele à base de Retinol.1988 Lançamento da linha de cosméticos AVON COLOR.
1993
 Lançamento do ANEW (ou RENEW em alguns mercados), um revolucionário cosmético formulado com AHA (Alfa-hidróxi-ácido), poderoso ingrediente anti-idade até então usado apenas em consultórios dermatológicos para rejuvenescer a pele.
 Lançamento da deo-colônia LAHANA, produzida a partir do avançado sistema “living-flowers”, que extrai a essência da flor sem destruí-la e a reproduz sinteticamente em escala industrial.
1994
 Lançamento global da fragrância FAR AWAY, que marcou o início de uma nova estratégia da empresa, preocupada em oferecer um produto de preço acessível e atender o consumidor com a melhor relação custo benefício.
1996 Torna-se a primeira grande marca de cosméticos a vender produtos on-line, com a criação da loja virtual.
1998
 Lançamento simultâneo em 53 países da fragrância WOMEN of EARTH. A criação da perfumista francesa Cálice Becker uniu flores, frutos e essências encontradas em todos os continentes.
 Lançamento de RENEW NIGHT FORCE, um verdadeiro marco de inovação para a marca e para a indústria cosmética. O produto foi pioneiro na introdução de novas tecnologias por ter em sua composição a molécula AVC10, a primeira contra a flacidez do rosto e que estimula a produção de colágeno.
1999
 Lançamento da linha de maquiagem COLOR TREND, desenvolvida para o público teen e que unia os conceitos de variedade, qualidade e preço acessível.
2000
 Lançamento da AVON WELLNESS, uma linha de produtos voltados para saúde e bem-estar contendo vitaminas, pasta de dente e acessórios como travesseiros e esponjas de banho.
 Lançamento da linha AVON ADVANCED TECHNIQUES, com produtos para tratamentos de todos os tipos de cabelos.
 Lançamento do RENEW fluído facial com vitamina C.
2003
 Introdução de uma linha completa de maquiagem moderna direcionada especificamente para o público jovem chamada MARK. A bela atriz Ashley Greene é a porta-voz global desta marca.
2004
 Lançamento no mercado do primeiro catálogo, chamado “M”, que oferecia 16 páginas de produtos e acessórios direcionados para o público masculino.
 Lançamento da primeira fragrância da trilogia TODAT TOMORROW ALWAYS, que marcou a entrada da AVON no mercado de perfumes de luxo.
 Lançamento do RENEW CLINICAL, uma linha composta por produtos indicados para necessidades específicas da pele, normalmente tratadas com procedimentos clínicos. Por isso, podem ser usados por todas as idades.
2005
 Introdução dos produtos AVON NATURALS SKINCARE, uma linha completa formulada com Bioseed Complex, proporcionando uma pele mais limpa, macia e protegida.
2006 Lançamento do RENEW ALTERNATIVE, um creme facial intensivo antiidade, resultado de uma inovadora fusão das plantas orientais com a tecnologia ocidental.
2007
 Lançamento mundial das fragrâncias ROUGE (feminina) e NOIR (masculina), assinadas pelo estilista Christian Lacroix, definindo a entrada da AVON no segmento de perfumaria de luxo.
2008
 Lançamento da SuperSHOCK, uma máscara para os cílios que promete 12 vezes mais volume em uma única aplicação.
 Lançamento, em parceria com a marca finlandesa Marimekko (que fabrica roupas, tecidos para decoração de interiores, bolsas e acessórios), da AVON MARIMEKKO MIX FLOWERS, uma coleção de blushes e sombras com embalagens que traziam uma releitura da estampa Unikko, criada em 1964. A coleção apresentava os desenhos em diferentes tonalidades que se harmonizavam, permitindo diversas combinações de cores e, portanto, versatilidade na aplicação.
 Lançamento do U by Ungaro, primeira fragrância criada em parceria entre a marca e o estilista Emanuel Ungaro.
2009
 Lançamento do RENEW REJUVENATE, uma completa linha com produtos indicados para reverter os sinais mínimos de envelhecimento facial, como poros abertos, pele oleosa, perda de vitalidade e sinais de cansaço.
 Depois do sucesso da primeira fragrância em conjunto com o estilista Christian Lacroix, ocorre o lançamento de uma segunda fragrância chamada ABSYNTHE, inspirada na história envolvente e misteriosa do elixir absinto. O resultado é uma fragrância exótica, feminina e cheia de sedução.
 Algumas das maiores marcas e celebridades mundiais associam seu nome à AVON com o lançamento de fragrâncias, tais como: as franquias 007 e Ironman, as atrizes Courteney Cox e Reese Whiterspoon e o ator Patrick Dempsey.
2010
 Lançamento na Índia de sua primeira coleção de jóias.
 Lançamento do U by Ungaro Fever, nova fragrância criada em parceria entre a marca e o estilista Emanuel Ungaro.
 Lançamento da AVON CARE, uma ampla linha de produtos que garantem cuidados essenciais para a pele.
 Lançamento da AVON RENEW REVERSALIST, uma completa linha de produtos que reverte os sinais da idade, ajudando a criar uma pele nova. Seus produtos são indicados para pessoas a partir de 35 anos ou com sinais moderados de envelhecimento facial.

O nome
Em 1928 a empresa já estava presente em 48 estados americanos, o que fazia com que a denominação Companhia de Perfumes Califórnia parecesse regional demais. Foi então que surgiu o nome AVON, utilizado pela primeira vez no logotipo da empresa no dia 1 de setembro de 1929. Antes disso, o nome já era utilizado para uma linha de produtos da marca. Era uma homenagem a William Shakespeare, escritor e dramaturgo nascido na cidade inglesa de Stratford-on Avon, de quem o fundador da empresa, um amante da literatura, era grande fã. Uma década depois, em 1939, AVON foi adotado oficialmente como nome da empresa.

Uma campanha global
Pela primeira vez em sua história, a empresa desenvolveu, em 2007, uma campanha institucional de comunicação global voltada para consumidores, funcionários e revendedoras autônomas. A campanha mostrava o novo posicionamento mundial da empresa: "Viva o Amanhã". Chamada deHello Tomorrow nos países de língua inglesa e de Viva el Mañana, nos países em que se fala espanhol, a campanha refletia a visão de futuro da empresa: a crença, sempre otimista, na construção de um amanhã melhor, a partir daquele momento. A AVON escolheu o Dia Internacional da Mulher (8 de março) para o lançamento da nova campanha, nos mais de 100 mercados em que atua, afinal era a data em que se completavam 150 anos do episódio em que aproximadamente 130 operárias foram assassinadas após entrarem em greve em uma fábrica de tecidos, em Nova York, reivindicando respeito e dignidade.

O novo posicionamento da AVON estava sustentado em três pilares:
Beleza: a AVON reafirma sua visão de ser a empresa que melhor entende e satisfaz as necessidades das mulheres no mundo todo, por ser uma companhia que foi construída pelas mulheres, que definiram o jeito de ser da marca. A AVON acredita na promoção da beleza das mais diversas formas.
Autonomia: a AVON continuará a contribuir para que as mulheres encontrem condições propícias para conquistar independência e oportunidades de carreira, exercitando autonomia, por meio da qual é possível promover transformações de relevância para a sociedade.
Envolvimento Social: já dedicada ao desenvolvimento social, a AVON atuará com ainda mais foco em saúde, educação e autonomia das mulheres, gerando oportunidades crescimento para elas.

A evolução visualAo longo de sua história o logotipo da marca foi ganhando ares mais femininos, com traços mais leves e um visual mais limpo. A palavra AVON foi utilizada no logotipo pela primeira vez em 1928 e utilizava uma tipologia de letra curva. Em 1941 ocorreu mais uma modificação. Depois de mais algumas modificações, nos anos 70 a tipologia de letra sofreu alteração e a cor azul passou a ser utilizada a partir da década de 90.

Recentemente o logotipo da marca passou por uma nova remodelação. A cor preta foi adotada novamente e as letras foram afinadas, ganhando um ar mais limpo e sofisticado.

Os Slogans
The Company for Women. (2000)
Let’s Talk. (1991)
Ding Dong, Avon Calling. (1954)
The Smartest Shop in Town.
A gente conversa, a gente se entende.
 (Brasil)

Dados corporativos
● Origem: 
Estados Unidos● Fundação: 1886
● Fundador: 
David H. McConnell● Sede mundial: New York City, New York● Proprietário da marca: Avon Products Inc.
● Capital aberto: Sim (1946)
● Chairman & CEO: 
Andrea Jung● Faturamento: US$ 10.86 bilhões (2010)
● Lucro: US$ 606.3 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 12.6 bilhões (maio/2011)
● Valor da marca: US$ 5.072 bilhões (2010)
● Revendedoras: 
6.5 milhões● Presença global: + 100 países
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Estados Unidos, Brasil e México
● Funcionários: 42.000
● Segmento: Vendas diretas
● Segmento: 
Maquiagens, cosméticos e fragrâncias● Principais concorrentes: Amway, Natura e Jequiti
● Ícones: As revendedoras
● Slogan: 
The Company for Women.● Website: www.avon.com.br
O valorSegundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca AVON está avaliada em US$ 5.072 bilhões, ocupando a posição de número 64 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 226 no ranking da revista FORTUNE 500 (empresas de maior faturamento no mercado americano) de 2011.
A marca no BrasilNo Brasil, o trabalho de venda direta da AVON teve início em 1958 e prosseguiu dia 6 de agosto de 1959, com a abertura de uma subsidiária, no bairro de Santo Amaro, na cidade de São Paulo, e a publicação de um anúncio no Suplemento Feminino do jornal Diário de São Paulo. O texto dizia: “Oportunidade às donas de casa. Para a senhora, que quer acrescentar dinheiro ao orçamento doméstico! Trabalhando apenas 4 horas por dia, representando AVON Cosméticos em seu bairro, a senhora terá uma excelente oportunidade de ganhar mais! Nós a treinaremos. Marque entrevista pelo telefone 36-7201 - São Paulo”. O anúncio fez sucesso e, desde então, a força de vendas do país só aumentou. A chegada da AVON no país deu às donas de casa e jovens que não exerciam uma atividade fora de casa, ou não eram reconhecidas em seus trabalhos, a chance de ser tornar uma revendedora autônoma de produtos. O batom na cor Clear Red, da linha Fashion, foi a primeira produção nacional. Enquanto a fragrância Rosa Silvestre foi o primeiro grande sucesso comercial da marca no país. Em seguida, vieram as fragrâncias Bem me Quer, Toque de Amor, Topaze, Persian Wood e Noite de Estrelas. Inicialmente os produtos da marca eram comercializados apenas no eixo Rio de Janeiro - São Paulo. Mas em pouco tempo as vendas se estenderam também ao interior de Minas Gerais e, em seguida, a todo o sul do país.

No ano de 1963 foi lançado o primeiro produto infantil da AVON no Brasil. Juquinha, o jabuti esperto, chegou nas versões xampu e óleo de massagem. A empresa passou a desenvolver embalagens especiais que viram brinquedos após o uso, colaborando assim com o desenvolvimento da indústria de embalagens no país. Em outubro de 1970 foi inaugurada a fábrica da AVON em Interlagos, São Paulo, para onde foram transferidas as atividades da antiga unidade. Naquela década, as instalações passaram por duas ampliações que permitiram a consolidação dos produtos AVON em todo mercado nacional. O ano de 1983 marcou o lançamento do primeiro produto totalmente desenvolvido no Brasil, desde a fragrância até a embalagem: a colônia Encontro. Depois deste sucesso, a empresa desenvolveu inúmeros outros como as fragrâncias Arts, Trekking, Luiza Brunet, Pretty Blue e Moments.

A aposta no Brasil também fez com que a empresa criasse aqui o seu maior centro de distribuição mundial, localizado em Osasco (SP), que ocupa uma área útil de 16 mil m². O centro de distribuição é destinado às atividades das áreas de separação e distribuição e permite a modernização de sistemas e equipamentos. Em 1997, foi inaugurada uma unidade no Ceará e, em 2003, na Bahia. A AVON Brasil é a segunda unidade da corporação em vendas no mundo. Em 2007, mais uma novidade: inauguração da Avon Expressa, uma loja onde as revendedoras podiam comprar produtos AVON em sistema de pronta entrega. Recentemente, a empresa inaugurou um moderníssimo Centro de Distribuição (CD) em Cabreúva, interior do estado de São Paulo em um investimento de US$ 150 milhões. O centro possui 70 mil m² e está localizado em um terreno de 267 mil metros, fato que permitirá futura expansão. O centro tem capacidade de entrega de 70% de todos os seus pedidos. É fácil comprovar este cenário: a cada dois batons vendidos no país, um é da marca AVON. O mesmo acontece com os produtos anti-idade. A cada dois produtos comercializados por aqui um é da linha RENEW. Os produtos comercializados atingem cerca de 60 milhões de brasileiros, que adquirem novos produtos a cada 19 dias. A força de vendas é representada por mais de 1.2 milhões de revendedoras autônomas que garantem à empresa um faturamento acima de R$ 4 bilhões.

A marca no mundo
Representada por 6.5 milhões de devotadas revendedoras, conhecidas como “AVON Ladies”, em mais de 100 países, a empresa é líder mundial em venda direta de cosméticos e produtos de beleza. Desde sua fundação, cerca de 40 milhões de mulheres já revenderam os produtos da marca. A empresa alcançou em 2010 um faturamento líquido de aproximadamente US$ 10.9 bilhões, tendo os Estados Unidos, Brasil, México, Rússia e Inglaterra como principais mercados no mundo. Atualmente, 40% das vendas da Avon estão concentradas na América Latina. Essa significativa participação no mercado da beleza coloca a AVON entre as primeiras no ranking das empresas mundiais no segmento. Um dado demonstra o poder de venda da AVON: a cada três segundos um batom da marca é vendido em algum lugar do mundo. A empresa possui mais de 20 fábricas espalhadas por 15 países. Além disso, a AVON vende roupas, livros, jóias, relógios, acessórios, produtos para casa, produtos infantis, entre outros.

Você sabia?
 Anualmente a AVON publica mais de 600 milhões de cópias de seu famosos catálogo em mais de 25 línguas diferentes.
 A empresa foca suas ações na beleza e saúde da mulher e investe mundial e localmente em campanhas contra o câncer de mama. De 1992 até hoje, esses investimentos ultrapassaram a marca de US$ 700 milhões. Talvez por isso seu quadro de funcionários aponte para o posicionamento de mulheres em cargos executivos (86% dos cargos são preenchidos pelo sexo feminino).

As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).


Fonte: Mundo das Marcas

Como desativar as notificações do Google Chrome (sino branco)

Pode aparecer na sua barra de tarefas um sininho chato do Google Chrome, aprenda a remove-lo.


Se o seu Chrome ativou um pequeno sino cinza na sua barra de tarefas e você não o quer ali, vai perceber que não existe uma opção fácil nem lógica de removê-lo.
Geralmente ícones que se instalam nessa área possuem a opção de desativar no menu do botão direito, já o Chrome Notificações não.
Tão pouco existe uma opção de desligá-lo dentro das opções de configuração normais do Chrome.
O truque para removê-lo é, dentro das opções secretas do Chrome (para acessar essas opções digite na barra de endereços chrome://flags ) procure a opção "Ativar notificações avançadas", ela estará setada em "Padrão", altere para "Desativada". Uma barra vai aparecer na parte inferior da janela perguntando se você deseja reiniciar o Chrome, reinicie e o ícone de notificações deixará de te incomodar.

domingo, 6 de abril de 2014

Extraterrestres nas Religiões

Ao longo da História o Fenômeno OVNI foi transformado em fatos religiosos e incluídos nas mais diversas tradições religiosas do planeta.
SINAIS DIVINOS OU OVNIs ?

Nos anais de Tutmés III, cerca de 1504 a 1450, antes de Cristo, escribas viram no céu círculos de fogo que, em seguida, subiram mais alto e dirigiram-se para o sul.

Em 163 AC, em Concius, um homem foi queimado por um raio que veio de um espelho no céu.

Em 436 DC, em Bizâncio, após fortes tremores de terra, uma criança sobe ao céu e volta, a vista de muitas pessoas.

Cruzes no céu foram vistas em diversas épocas:

No ano de 776, os franceses, dentro do castelo de Sigibut, estavam sitiados pelos saxões. No entanto, foram salvos quando surgiram sobre a igreja da fortaleza dois escudos vermelhos no céu. E assim os saxões fugiram. (Annales Laurissense).

Crônicas do ano 1120, do monge Mateus de Paris, nos fala de uma cruz voadora sobre o santo sepulcro. (Hist. Anglorum)

No ano de 1200, também foi vista uma cruz no céu sobre Jerusalém. Em 312 DC, surgiu uma cruz no céu quando o imperador Constantino aceitou o Cristianismo, no Império Romano.

Em 1528, no cerco de Utrech, foi vista uma cruz de Borgonha, de cor amarela, no céu da Holanda. 
Em 1954, uma patrulha de discos voadores sobrevoa Roma, fazendo evoluções e ao final, forma uma cruz sobre a basílica de São Pedro, no dia do aniversário da revolução Comunista.

Temos milhares de contatos descritos na história universal e a maioria deles foi interpretada como sinal divino:

"608 AC - É a segunda vez que me foi dirigida a palavra do senhor a qual dizia: Que vês tu? E respondi: Vejo panela a ferver que vem da banda do Aquilão." (Jeremias-1.13)

"Levantei de novo os olhos e eis que havia rolo que voava, o qual tinha 200 côvados de comprimento e 10 côvados de largura." (Zacarias - Liv. 1 - 5.1.-2.) Seria um charuto?
"Parou, pois, o sol no meio do céu e não se apressou a por-se durante o espaço de um dia." (Livro de Josué) 
166 DC - Julius Obsequens, em Prodigiorum Libellus, cita que em Capua o sol brilhou à noite. E Tito Livius escreveu que Albae viram-se dois sóis à noite. Em De Divination, Cícero fala sobre dois sóis e três luas vistas no céu.

Do livro Aparições, de Erich Von Daniken:

28/12/1933 - A Sra. Van Nieke Van Den Diji, em Onkerzeele, Bélgica, viu um sol verde vermelho girando.

15/04/1950 - Em Casalicchio, a Aquivava, na Itália, milhares de espectadores dizem ter observado uma nuvem que se abriu e em cujo centro havia uma estrela de brilho opaco e, respectivamente, um sol girando e brilhando em todas as cores.

30/10/1950 - Segundo relato expresso do Cardeal Todeschini, por várias vezes o Papa Pio XII viu nos jardins do Vaticano o sol girando, semelhante ao milagre do sol de Fátima.

13/10/1917 - Em Fátima, Portugal, 70.000 pessoas presenciaram o milagre do sol. Estava chovendo, quando o sol apareceu através das nuvens. Parecia um disco achatado, com um contorno nitidamente definido. Tinha o brilho mutante e, de repente, começou a fazer manobras e a rodar com crescente velocidade. Começou a cair e logo aquilo, avermelhando-se, manobrou e desapareceu nas nuvens.

Se raciocinarmos, poderemos ver que todos esses avistamentos, tidos como sol, nada mais são do que OVNIS. Como o sol poderia deslocar-se, aproximando da Terra? Todo o sistema solar seria destruído. E ainda mais em Fátima, como esse astro poderia caber entre as nuvens e o solo do nosso planeta se ele tem 1.300.000 vezes o diâmetro da Terra.

Em 1463, Catarina de Bolonha, na Itália, viu o Senhor sentado num trono resplandecente. E em 214 AC, em Hádria, no Golfo de Veneza, houve um estranho espetáculo. Surgiu um homem vestido de branco sobre um altar no céu. (Julius Obsequens e Tito Livius em história romana - Liv. 21- Cap. 62) 
Esses avistamentos de altares no céu nada mais eram do que tripulantes vistos em OVNIs em vôo, tendo uma parte transparente que permitia ver o interior do mesmo.

Em 1950, um observador da zona rural, contou-nos que viu um objeto pousado emitindo intensa luminosidade. Ele tinha a forma de um "chapéu" e, no local onde seria a copa, tinha uma cúpula transparente e lá ele viu um ser assentado com as mãos no queixo e os cotovelos apoiados nas pernas. E disse-nos que aquilo era uma assombração.

E o que poderiam pensar, aqueles que citamos, há mais de 500 anos? 

"Em 14, um moribundo contou a seguinte história a São Tomás de Villanueva, Arcebispo de Valência:

Eu era judeu, tendo sido rigorosamente educado de acordo com as leis judaicas. Estávamos três a passear, quando subitamente, o céu se abriu como uma cortina. Ficamos assustadíssimos, pois nenhum de nós havia visto um espetáculo dessa natureza. Então, surgiu no ar um cálice de ouro com uma hóstia branca sobre ele. (Aparições - Erich Von Daniken).

Como são os contatos observados com olhos religiosos! Pois o que o moribundo viu foi um OVNI iluminado em determinadas partes, emitindo um facho de luz em cone, para baixo. Já ouvimos de moradores rurais, em nossas pesquisas, a expressão: "parecia um ostensório", que é um objeto usado na religião apostólica romana.

15/12/1631 - Perto de Nápoles, pairando sobre um campo de trigo, a "Rainha dos céus", apareceu a vários jesuítas, para anunciar a iminente erupção do Vesúvio. (Aparições - Erich von Daniken).

04/11/1799 - Em Cumana, Venezuela, houve um terremoto, sendo vistas várias bolas vermelhas no céu.

Em 26/09/1954, OVNIs foram vistos, durante um terremoto, pairando no espaço.

E também, em 11/02/1957, em Leicestershire, Inglaterra, OVNIs foram vistos no céu, durante terremoto.

Muitas vezes os OVNIs foram vistos antes de algum cataclisma do planeta. Talvez seus instrumentos sofisticados tenham detectado o que se sucederia e se mostram como um sinal dos céus, já que conhecem nossas crenças. Ou, então, pretendem avisar-nos que algo suceder naquele lugar, já que essas visões sempre foram consideradas mau presságio. E, especulando, podemos pensar que se aproveitam de sua tecnologia para manipularmos e continuar a fazendo-nos encarar suas Aparições como divinas ou demoníacas. 

12/09/1914 - Em La Marne, França, quando estava em curso a grande batalha do Rio Marne, muitos soldados alemães distinguiram, no firmamento, uma dama de branco que impediu seu avanço. (Aparições - Erich Von Daniken)
Em 1099 AC, os cruzados, sitiando Jerusalém, viram um cavaleiro agitando o escudo brilhante sobre o Monte das Oliveiras, ordenando atacarem novamente.

Em 204 AC, apareceram dois anjos resplandecentes no céu, de aparência pavorosa e paralisaram o exército egípcio de Ptolomeu IV, quando ele resolveu matar os judeus.

É interessante destacar que esses avistamentos de OVNIs sempre se fizeram presentes em guerras. Será que eles tem até o interesse de interferir em nossa história, mudando o curso de uma batalha?
Mas vejamos os OVNIs e as religiões.....

OVNIS E AS RELIGIÕES

Gostaríamos de frisar, antes de expormos nossas idéias, que acreditamos em Deus, um ser espiritual, onipresente e onisciente. Cremos na evolução do espírito através de sucessivas reencarnações nos incontáveis mundos do Cosmo. Mas, por Deus ser tão complexo, nossa mente ainda não pode compreendê-lo. E assim, a humanidade, nessa busca incessante para explicá-lo, buscou em fatos reais, acontecidos ao correr dos milênios, uma maneira de entendê-lo.

E dessa maneira tudo que vinha do céu era considerado divino. E, nossos antepassados, em contatos com seres de outros planetas, interpretaram isso como aparições de anjos, santos e até o próprio Deus. No entanto, não queremos, de maneira alguma, criticar qualquer religião que seja - pois todas elas encaminham o homem para o "bem" - e também influir na crença de um Deus Criador. nós somente estamos colocando-o no lugar que ele ocupa, o cosmo e não um pequenino planeta como a terra, pois, "Ele" semeou a vida em múltiplos mundos desse universo maravilhoso e nós não estamos sós.

Estudando as religiões antigas, podemos notar a presença de seres físicos, dotados de tecnologia avançadíssima, em contato com a humanidade. E surgiram os falados cruzamentos entre seres celestiais e mulheres da terra, fatos descritos em livros sagrados e na história universal.

Luciana Lemos Bocchetti

A Bíblia Sagrada nos diz: " Entrementes os homens haviam se multiplicado na terra e lhes tinham nascido filhas. Os filhos de Deus vendo a beleza das filhas dos homens tomaram por esposas aquelas que mais lhe agradaram." (Gênesis)

Mais adiante temos:

"E havia naquele tempo gigantes sobre a terra e os houve também depois que os filhos de Deus se uniram às filhas dos homens e destas nasceram filhos; são estes os heróis famosos desde o tempo antigo." (Gênesis)

Os livros sagrados de Dzyan contam-nos que os primeiros homens na Terra eram filhos dos homens celestes ou Pitris e que os "Reis da Luz" ocupavam "tronos Celestes".

O Nihongi, Japão, descreve-nos seres divinos que desceram do céu, em "barcos celestiais", e se uniram às filhas dos homens. E também nos falam de uma "ponte celestial ou flutuante" entre o céu e a terra.

Zeus, Mercúrio e outros deuses gregos desciam do Olimpo para amarem as lindas mulheres da Grécia.
O Bundhasvamin Brihat Katha Shlokasanigraha, um antigo romance do Nepal, narra contos de seres divinos descendo do céu e seduzindo as mulheres e guerreando em seus "carros voadores".

Na Índia, o Rig Veda os conta histórias sobre "seres celestiais" que desciam à Terra para amar ou fazer guerra. O mesmo encontramos no Ramaiana, também da Índia, pois nos fala de histórias de seres do espaço com mulheres de nosso planeta.

Em muitas civilizações antigas, as virgens eram sempre destinadas aos deuses. Na Babilônia, segundo alguns autores, os Zigurats, altas torres, eram reservados aos deuses, para seus encontros com as virgens a eles destinadas. Na Grécia antiga, era costume de muitas outras mães solteiras dizerem que seus filhos tinham origem divina. Os Súcubos e íncubos na idade média apavoravam muitas mulheres e homens com suas seduções. Podemos especular dizendo que esses contatos, entre homens de outros planetas e mulheres da terra, tinham uma finalidade de melhorar geneticamente as raças por eles escolhidas, pois, os cruzamentos entre parentes as degeneravam, atrasando a evolução. Por isso é que muitos povos tinham proteção dos deuses, ajudando-os até a lutar contra outros. No entanto, é difícil compreendermos tudo isso, porque o que citamos vai de encontro a dogmas religiosos de mais de dois mil anos.

Posteriormente, os seres extraterrestres que nos visitavam passaram a uma segunda fases de suas missões na Terra. Começaram a dar a humanidade noções de justiça, moral e ordem. Mas os homens daquela época não podiam conceber engenhos voadores, daí sempre vermos textos antigos a expressão: "O céu se abriu ". Imaginavam que atrás do céu, no espaço, estaria a morada de Deus, inacessível ao homem.

Porém, esse podia abrir-se e dar passagem a Ele ou a seus enviados para contatos com a humanidade. E os contatos sucediam-se e daí selecionavam um líder e a ele eram dadas instruções para transmiti-las a seu povo. E desses contatos entre nave tripulante nasceram os anjos, santos e até o próprio "Deus", que era visto como "nuvem", "bola de fogo", com fumaça, trovões e relâmpagos. E assim surgiram as religiões...

Hamurabi, na Babilônia, recebeu suas famosas leis de seu Deus Sámas, numa montanha. Minos, fundador de Cnossos, recebeu as leis cretenses, também de um Deus, num monte sagrado. Em 550 AC, Zoroastro, numa caverna que foi banhada em fogo (luz), teve seu contato com Ahura Mazda (Dono da Luz) e fundou o Zoroastrismo.

Em 610 DC, Maomé visionou o anjo de Alá que lhe mostrou uma tabuinha de ouro, em montanhas próximas à Meca, daí criando o Islamismo.

Por volta de 1.500 AC, no cume do Himalaia, Manu sobreviveu ao dilúvio e visionou Brama.

Em cerca de 1800, nos Estados Unidos, Joseph Smith visionou o anjo Moroni que surgiu em seu quarto, envolto numa luminosidade. E depois ele o viu subir num poço de luz (elevador?). Posteriormente, em outros contatos, fora lhe indicado um local aonde se encontraram as tabuinhas de ouro que lhe deram noções para criar a religião Mórmon.

Fato semelhante aconteceu com o Papa São Gregório, em 589 DC, cognominado o Grande, em Roma, quando ele escondeu-se numa caverna e foi descoberto por um clarão. E ali ele viu anjos subindo e descendo por um espectro. Na realidade, ele viu uma nave com seu sistema de propulsão ligado e seus tripulantes entrando e saindo.

Hoje conhecemos vários casos em que a nave, pousada ou próxima ao solo, projetava uma "coluna de luz", e os tripulantes foram vistos, entrando nesta coluna e eram "sugados" para dentro da nave, ou descendo através dela. Um tipo de elevador? (Nota de Aloysio Carvalho)

São especulações, mas não podemos admitir que seres espirituais precisariam de veículos que emitissem fogo para suas subidas e descidas do céu. Aviões e helicópteros não poderiam ser, já que nas mencionadas datas eles não existiam.

Vejamos o que a Bíblia Sagrada nos mostra:

"Um dia, tendo conduzido seu rebanho para o deserto, chegou ao Monte de Deus, Horeb, o Senhor ali apareceu em uma chama de fogo, do meio de uma sarça, Moisés via a sarça arder, sem se consumir." (Êxodo)

Nesse encontro com Deus, Moisés estava diante de uma luz, já que a expressão "sarça arder sem se consumir" exclui "fogo". Seria uma nave profusamente iluminada? Mas vejamos outros encontros que teve com Deus no Monte Sinai:

"Já chegava o terceiro dia e a manhã estava brilhando; Eis que começou a ouvir um estrondo de trovões, e relâmpagos apareceram; Uma nuvem densíssima cobria o monte, um soar de trombetas se fazia ouvir com estrépito e o povo que estava nos acampamentos experimentou um grande medo. Moisés conduziu-os para fora do acampamento ao encontro de Deus, e eles pararam ao pé do monte. Todo o Monte Sinai fumegava, porque o Senhor baixara sobre ele no meio de chamas; O fumo subia como se fora de uma fornalha e o monte inteiro incutia pavor." (Êxodo)

Experimente ler o texto novamente e trocar a palavra "Senhor" por "nave". É evidente que Moisés estava diante do pouso de uma grande nave, ouvindo o barulho de seus motores, vendo sua fantástica iluminação e o fogo que saia de seus jatos propulsores, que chegavam a incendiar o solo do monte, provocando fumaça. E raciocine, isso aconteceu há mais de dois mil anos. Ali, Moisés ficou por 40 dias e 40 noites, sendo instruído para guiar o povo hebreu. Recebeu os "Dez Mandamentos", gravados em pedras, e enquanto isso o povo não podia aproximar-se do monte, veja:

"Desce e avisa ao povo para que não ouse ultrapassar os limites para ver o senhor, para que não morra um grande numero deles."

É claro que aqueles seres tinham medo da multidão, que poderia até danificar a nave. E, ademais, não queriam ser percebidos como seres físicos, daí é que somente Moisés entrava em contato direto com eles. Vejamos outros textos bíblicos que nos mostram naves:

"O Senhor precedia-os para ensinar-lhes o caminho, de um dia, numa coluna de nuvens e à noite, numa coluna de fogo, a fim de lhes servir de guia dia e noite."

"O anjo do Senhor que precedia os bandos de Israel levantou-se para chefiar os grupos que iam atrás dele; Moveu-se com ele a coluna de nuvens, que estava à frente e seguiu atrás do povo, entre o campo egípcio e aquele de Israel, a nuvem era escura em um lado, mas do outro iluminava."

OVNIs guiando o povo hebreu, durante o dia com suas luzes apagadas e à noite acessas, nuvem e coluna de fogo. Daí, por esse motivo, é que a "nuvem era escura em um lado, mas do outro iluminava". Especulando, podemos dizer que seria um holofote dirigido para a frente.

Ezequiel teve um contato onde ele descreve o seguinte:


"Eis que um vento de tempestade vindo do norte e uma grande e espessa nuvem com fulgurações de um fogo todo resplandecente; E ela encerrava uma espécie metal brilhante, que estava completamente inflamado.

Tinham também a semelhança de quatro seres vivos e eis qual era o seu aspecto: Pareciam-se homens. Cada um possuía quatro faces e quatro asas. As suas pernas, bem verticais, tinham cascos de bovinos e cintilavam como bronze polido (...)

E tais eram seus rostos. As suas asas estavam desdobradas, duas unindo-se em cima e duas cobrindo-lhes o corpo. Cada um andava em frente; Aonde o espírito lhes ordenava que fossem, elas iam; Não se viravam ao caminhar. E quando a estas criaturas vivas, dir-se-ia serem carvões em brasa ardendo como tochas e isso circulava entre os viventes, em fogo deslumbrante, e do fogo saíam clarões. E as criaturas vivas corriam em todos os sentidos, qual a faca.

Eu olhava para os viventes e eis, no solo, uma roda junto deles, sobre as suas quatro faces. O aspecto das rodas e sua matéria eram como tarxixe e todas as quatro eram parecidas; O seu aspecto e a sua estrutura eram como uma roda enganchada numa (outra) roda. (...)

Quando as criaturas vivas andavam, as rodas giravam também, ao lado delas, e quando as criaturas vivas se elevaram da terra, as rodas elevaram-se também. Para onde o espírito as impelia, elas iam, o espírito empurrando-as e as rodas elevando-se com elas; E quando se elevavam da terra, as rodas elevavam-se igualmente, porque o espírito de cada vivente estava nas rodas. Por sobre a cabeça das criaturas vivas havia como que um firmamento semelhante a um cristal cintilante, estendido por cima de suas cabeças.

E sob o firmamento erguiam-se suas asas uma contra a outra e cada qual tinha duas que lhe cobriam o corpo. E ouvi as suas asas ressoarem quando andavam, qual o ruído das grandes águas, qual o trovão do Todo Poderoso, qual o túmulo de um exército; Quando paravam, deixavam pender as asas e ouvia-se um ruído, que partia do firmamento estendido por sobre suas cabeças.

Por sobre o firmamento, que estava por cima de suas cabeças via-se como que uma pedra de safira, assemelhando-se a um trono; E sobre essa semelhança de trono parecia surgir um semblante de homem. No interior e por fora, vi como que metal brilhante, com aspecto de fogo, resplandecendo tudo ao redor."

A narração de Ezequiel, de onde extraímos os textos principais, nos mostra que ele teve um contato com uma nave. Ele fala claramente nas suas luzes, seu sistema de propulsão, cúpula ou grandes janelas transparentes e a tripulação dentro da nave. É claro, isso numa linguagem como ele podia conceber naquela época, já que até um simples automóvel seria para Ezequiel uma aparição divina, ainda mais um OVNI. Ele também fala do ruído dos motores da nave, nas escotilhas da mesma e quando cita asas ele claramente nos mostra que o engenho podia voar. Não há duvida que Ezequiel teve seu contato com um engenho oriundo de outros planetas.

São João, no Apocalipse, nos descreve um anjo que tinha olhos como labaredas e outro com um rosto como o sol e os pés como colunas de fogo. Muitos outros termos que nos levam aos OVNIs são citados na Bíblia, tais como: "tronos de fogo" , "braseiros consumidores" e "rios que jorram em montes de fogo".

Os livros de Enoque e Esra, que não figuram na lista de obras canônicas, também nos trazem contatos com seres de outros planetas. No livro de Reis, encontramos o seguinte:

"Continuando seu caminho entretidos a conversar, eis que de repente surge um carro de fogo, e uns cavalos de fogo, que os separam um do outro. E Elias subiu ao céu num turbilhão."

O texto nos dá a entender que Elias subiu ao espaço à bordo de uma nave, "um carro de fogo". Com Ezequiel também aconteceu um fato semelhante, vejamos:

"(...) aparência de fogo, resplendor com brilho de âmbar. Aquilo o levantou entre a terra e o céu e nas visões de Deus o levou a Jerusalém."

Daniel também teve seu encontro com um OVNI e o descreveu: " (...) Daniel, próximo ao rio Tibre, viu o Senhor: Era como berilo, com aparência de relâmpagos, olhos como lâmpadas de fogo e seus braços e pés de cor semelhante a cobre polido e som de suas palavras como uma multidão."

Os Celtas tinham Balder, filho de Odin, e sua mansão denominada largamente Brilhante. Os germânicos, Thor e seu martelo encantado e as Valquírias, cavaleiras mágicas que desciam de Asgard (céu). Na Índia o Rig Veda nos fala deDyas-Pitar, Indra com seu carro aéreo, com corcéis de crina de ouro e pele brilhante, os Maruts em seus carros dourados e Vayu com sua carruagem brilhante puxada por cavalos rubros como o sol. Vishnu, Puxam e Surya, juntamente com os Asvins que voavam em carros fulvos brilhantes e flutuavam por sobre o oceano, eram outros deuses indianos.

No Ramaiana, temos as aventuras de Rama na busca de Sita, sua esposa, em seu carro aéreo e dotado de armas mortíferas. No Mahabarata temos relatos de guerras espaciais com armas que só a ficção científica atual nos pode descrever. Os egípcios acreditavam que o faraó era um ser divino e Manetho, Sacerdote de On, no Aegyptica, diz que os primeiros reis eram deuses. O Shan-hai-ching nos fala de uma raça humana dotada de asas, chamadas Miao que por volta de 2.400 AC perdeu a capacidade de voar, depois de se desvair com o Senhor do Alto, foi exilada. Seria uma lembrança da expulsão do primeiro homem do Paraíso?

Os índios Hopis, dos Estados Unidos, acreditavam que seus ancestrais vieram de outros planetas, Os Navajos e Sunis, também dos Estados Unidos, veneravam deuses louros e acreditavam em outros mundos no cosmo. O "Thunderbird" (Pássaro Trovejante) é uma lenda entre muitas tribos da América do Norte.

Os Noothaus falam da visita de um deus que veio numa "canoa de cobre", e os Pawnees, em um ser que brilhava com estranhas radiações. Quetzalcoaltl fez maravilhas no México e os Maias os chamavam de Kukulkan, os quichuas da Quatemala, de Gucumatz e no Peru foi conhecido como Viracocha, na Colômbia como Bochica e os Polinésios, de Wakee. Os índios Machiguengas do Peru falam no "povo de céu" que veio por uma "estrada brilhante".

O Livro dos Mortos, do antigo Egito, nos fala em "legiões no céu", "espíritos da luz" e "seres brilhantes". Pandoro escreveu, em 400 AC, sobre os Egregori (guardas-anjos) que desceram à Terra no ano cósmico 1.000. Osíris, Isis e Hórus eram representados como disco solar, como também eram comuns os barcos solares egípcios.

Na América do Sul existem centenas de lendas que nos falam de seres que desceram do céu e viveram entre os índios. No Brasil, temos o Bacororo e Baitagogo, dos índios Bororós. Os Kadweus, do Mato Grosso, falavam de Karana. Os Caiuás tinham o Baira, porém o Guaricana era um ser sagrado que vinham curar os enfermos. Jupari foi um dos deuses indígenas brasileiro mais cultuados. Mas, quando o homem branco chegou, para catequizá-los, transformaram-no em um "espírito do mal". Os índios diziam que Jupari era filho de Ceuci, nome que davam as Plêiades.

Sumé também foi outro deus civilizador das tribos brasileiras e diziam que sua morada sagrada era Itaoaoca. O Dr. João Américo Peret colheu entre os índios a lenda de Bebgororoti, Era um ser que vestia o Bo (traje) e levava à mão a Kob (arma). Viveu entre os índios e quando foi embora, na serra de Punkato-Ti, ouviu-se um grande estrondo e Bebgororoti desapareceu nos ares, envolto em fumaça, chama e trovão. E o mais interessante é que quando os índios relembram Bebgororoti, fazem uma roupa que se assemelha a dos astronautas atuais em suas festividades.

Além da presença marcante de deuses físicos em toda a história da humanidade, os OVNIs também foram denominados de aves, répteis e animais voadores, principalmente pelos indígenas. Tivemos Boitat , Mbai-Tat (cousa de fogo), Mboi-Guaçú (cobra grande), Nhandutat (passaro de fogo - "Thunderbird"), Carbúnculo (lagarto de fogo), etc... tudo isso no folclore brasileiro. Já os civilizadores os situaram no campo sobrenatural e criaram Mãe do Ouro, fantasmas, luzes fantasmas, Fogo Corredor, Curacanga, Mulher de branco, Alamoa, João Galáfuz e dezenas de outros mitos, por todo o território brasileiro. No início do século, criou-se uma denominação interessante para os OVNIs, a do Carro Fantasma. Um veículo que assombrou muita gente nas estradas intermunicipais.

Na história universal, encontramos milhares de relatos que nos falam sobre os OVNIs no correr dos milênios. No entanto, apesar de se fazerem presentes na história de todos, muitos não crêem na sua existência. E se assim o fazem é porque querem ainda considera-los como oriundos do céu, divinos. Não queremos dizer com isso que Deus é astronauta, pelo contrário, queremos dizer que Deus é o criador de tudo que existe e que não precisa de naves para vir ao nosso planeta...


Fonte:Fenomenum